Breve história
O projecto CULTREDE tem vindo a consolidar-se e a afirmar-se como um projecto cultural de referência que assume como valores essenciais a Qualidade, a Diversidade e a Descentralização.
A CULTREDE percorreu o país, contribuindo para que os concelhos mais distantes não fossem penalizados pela sua interioridade, proporcionando- lhes custos de programação iguais aos dos municípios das áreas metropolitanas (deslocações e estadias consideradas), materializando assim o desígnio da descentralização cultural;
No âmbito da CULTREDE, realizaram-se nestes últimos 4 anos mais de 650 espectáculos e outras actividades culturais, dando corpo a uma estratégia de itinerância e de difusão das artes que proporcionou a mais de 300 artistas, criadores e intérpretes a possibilidade de divulgarem o seu trabalho e de apresentarem as suas criações;
A CULTREDE assumiu a captação e formação de públicos e as actividades educativas como pilares estruturantes da sua programação, estimando-se que tenham assistido aos espectáculos ou participado nas diferentes actividades mais de 50.000 pessoas com destaque para as mais de 12.000 crianças envolvidas.
A CULTREDE, por ser uma rede cultural, garantiu uma economia de escala que reduziu custos e rentabilizou recursos e meios, permitindo aos municípios promover uma programação regular e diversificada por um custo muito inferior ao que pagaria por um qualquer “grande” concerto; A CULTREDE assegurou a produção integral da programação, incluindo os custos de deslocação, alimentação e estadia de todas as pessoas envolvidas na realização dos espectáculos e actividades, libertando os municípios desta tarefa (e desta despesa nem sempre devidamente contabilizada) e incorporando recursos financeiros significativos no turismo local (restauração e hotelaria);
A CULTREDE assegurou uma rede de cooperação que deu suporte e sustentabilidade a uma programação cultural diversificada, regular, acessível e mobilizadora de públicos muito diferenciados.
A CULTREDE HOJE
A CULTREDE deu ainda suporte a uma outra candidatura (2011 – 2013) ao segundo concurso do Regulamento Específico ‘Redes de Equipamentos Culturais – Programação Cultural em Rede’, a qual integra 12 municípios, e cujos resultados ainda se aguardam.
Actualmente, no âmbito das duas candidaturas referidas, integram a CULTREDE os municípios de Alcanena, Alcochete, Alijó, Castelo Branco, Estarreja, Figueira da Foz, Gouveia, Leiria, Nisa, Oeiras, Paredes de Coura, Pombal, Ponte de Lima, Póvoa de Lanhoso, Rio Maior, Santarém, Santiago do Cacém, Seia e Sesimbra, a que se juntaram, fora do âmbito das candidaturas, os Municípios de Faro e da Marinha Grande e a Junta de Freguesia de Caparica.
A CULTREDE encontra-se num processo de reestruturação e ampliação, tendo como objectivo aumentar o número de membros e criar as condições para consolidar e reforçar a sustentabilidade do projecto, bem como, dar uma nova expressão à sua dimensão de serviço público, implicando ainda mais os municípios parceiros e dando-lhes um papel determinante na direcção da rede, em articulação com a CultIdeias que mantém a responsabilidade pela coordenação da programação, a gestão executiva e produção do projecto.
Neste processo de reestruturação e ampliação pretende-se também alargar o âmbito de intervenção da CULTREDE para o sector privado e para o terceiro sector, diversificando a natureza das entidades e organizações parceiras.
Finalmente, neste ano especialmente difícil para o país e, em particular, para o Poder Local, obrigado a drásticas restrições financeiras, a CULTREDE é claramente a opção mais acessível para os que desejam manter uma programação cultural regular e não querem colocar em causa as suas políticas culturais, interrompendo “apenas” por razões financeiras todo o esforço que tem vindo a ser feito nos últimos anos para democratizar o acesso dos cidadãos à fruição e criação culturais.
