VisÃo
MissÃo
Objectivos
· Promover a difusão das artes e ampliar o acesso das populações à fruição e criação culturais;
· Descentralizar, diversificar e qualificar a oferta cultural;
· Favorecer e apoiar a itinerância de projectos artísticos;
· Promover a inovação e a capacidade criativa na arte e na cultura e contribuir para qualificar os artistas, os criadores e as organizações culturais;
· Dinamizar o envolvimento das comunidades nos projectos culturais e artísticos estimulando a participação dos cidadãos e das organizações culturais locais;
· Captar, formar e fidelizar públicos;
· Favorecer a coesão social através da educação pela arte e pela cultura;
· Promover a articulação entre as políticas públicas locais de cultura e educação em torno dos projectos educativos e de educação pela arte e para a cidadania;
· Promover a Agenda 21 da Cultura enquanto referencial para as políticas públicas locais de cultura;
· Constituir-se como espaço de cooperação e diálogo cultural entre os parceiros e com outras redes e organizações culturais nacionais e internacionais, promovendo e preservando a diversidade cultural;
· Promover a disseminação de boas práticas de programação e gestão cultural, desenvolvendo e disponibilizando programas de formação e garantindo apoio técnico e de gestão às organizações culturais dos parceiros;
· Contribuir para a criação de emprego no sector cultural, para a dinamização do mercado cultural e para a qualificação e capacitação dos agentes culturais locais;
· Garantir a rentabilização de recursos e a criação de economias de escala que, na prática, ampliem os recursos disponibilizados para a cultura;
OrientaÇÕes estratÉgicas e linhas programÁticas
A CULTREDE acolhe uma enorme diversidade de realidades locais, de
públicos, de espaços, de recursos disponíveis e de condições técnicas,
de políticas culturais locais e de estratégias próprias de programação
cultural, constituindo esta diversidade uma das suas maiores riquezas.Por outro lado, para além desta diversidade cultural, que é positiva ou, pelo menos, potencialmente positiva, existem igualmente disparidades e assimetrias de desenvolvimento que, sendo acentuadas, podem constituir obstáculos, quer à coesão da rede, quer à coerência das estratégias de programação.
O desafio é pois valorizar e preservar as diversidades ao mesmo tempo que se combatem as assimetrias e as disparidades de desenvolvimento e a CULTREDE pode contribuir para ambos os desígnios.
Neste contexto, a programação tem obrigatoriamente de dar uma dupla resposta:
Desde logo, tem de ter em conta as especificidades de cada comunidade, tem de integrar-se e articular-se com as políticas públicas locais (de cultura, de educação, de juventude, etc.), tem de respeitar as identidades culturais das diferentes comunidades, tem de ter em conta os públicos em concreto, bem como, as suas práticas e consumos culturais, e tem de ser, com limites, é óbvio, adaptável a condições muito diferentes.
No entanto, numa outra perspectiva, a de contribuir para reduzir as assimetrias e as disparidades, a programação tem de ser universal e contemporânea, tem de tornar acessível o que de mais criativo e inovador se produz no país e no mundo, tem de ser eclética e de dar expressão à diversidade artística, tem de dar espaço às culturas alternativas e à experimentação artística e tem de, para além de promover a fruição cultural, estimular a criação artística e contribuir para a emergência dos projectos locais.
A programação deve também conseguir promover o equilíbrio, difícil, é certo, entre o imperativo da maior itinerância possível dos projectos artísticos e a liberdade e autonomia de escolha de cada parceiro da rede no quadro da preservação das suas especificidades.
Outro objectivo estratégico é assegurar uma maior regularidade de programação ao longo do ano, contribuindo para criar “hábitos” de consumo cultural e “rotinas” de frequência dos espaços culturais.
Finalmente, assume-se que, nas condições em que a CULTREDE vai intervir, a programação deve centrar-se fundamentalmente no desígnio da captação de públicos e no reforço da ligação dos teatros, fóruns culturais e auditórios às respectivas comunidades, promovendo a sua apropriação pelos cidadãos e estimulando relações, afectos e sentidos de pertença.
